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Obstipação em gatos, diagnóstico e tratamento corretos oferecem qualidade de vida!

Problemas intestinais nos gatos são relativamente frequentes e trazem desconforto e comprometem a qualidade de vida. Desordens no transito intestinal podem promover ressecamento das fezes, com compactação e retenção no interior do intestino grosso, formando os fecalomas ou fecólitos, na grande maioria das vezes, essas fezes se acumulam no segmentos do ceco, cólon e reto. O cólon é um tubo de parede fina, dilatável, que se divide em porção ascendente, transversa e descendente, onde fisiologicamente ocorre o armazenamento das fezes a serem expelidas e absorção de água. A porção distal do cólon descendente, ao adentrar no canal pélvico, recebe o nome de reto, que se segue até terminar no canal anal e anus. A fisiopatologia do fecaloma pode ser resumida como sendo o resultado da inércia do cólon, que consequentemente resultará numa obstrução. Essa inércia ou estase pode ser por distensão prolongada do cólon, traumatismo neurológico, disfunção congênita, sendo as causas mais comuns a fratura pélvica, estenose ou neoplasia de intestino grosso ou massas neoplásicas adjacentes, corpo estranho obstrutivo. Todos esses fatores podem resultar no fecaloma, onde as fezes retidas desidratam e solidificam, distendendo o cólon e podendo culminar num megacólon. É uma patologia muito comum em gatos, mais do que em cães. Mais frequente em animais adultos e senis, entre cinco e nove anos. A alta ocorrência em gatos são devido as questões comportamentais, dentre estas, o comportamento de asseio dos felinos, que propicia a ingestão de pêlos e quando em excesso, pode incorporar se a massa fecal e resultar na formação de impactações fecais duras e difíceis de serem expelidas. Outro fator importante, são as preferências particulares dos felinos quanto à ingestão de água, por serem exigentes, reprimem a ingestão da água quando esta não se apresenta límpida, temperatura agradável ou não disponibilizada da forma correta. Outro hábito que pode predispor o fecaloma em felinos consiste em suprimirem o estímulo da defecação ao não encontrarem o local para esta atividade (bandejas sujas, contendo fezes antigas e locais inadequados).

Com grande frequência, as fraturas pélvicas representam 20 a 30%, das causas de desordens intestinais no intestino grosso, das faturas que afetam os gatos, traumas por acidentes automotor ou quedas são as mais frequentes. É comum combinações dessas fraturas com a presença de múltiplos fragmentos. O tratamento conservador aumenta a probabilidade de má união óssea e estenose do canal pélvico. Esta alteração na anatomia pélvica tem como consequência as complicações, como distocia materna no momento do parto, constipação e obstipação, o que pode levar à formação de megacólon, tenesmo, hérnia perianal.

Montagem VIVIANE HERMIDA.MEIA NOITE.2-29-Jan-2017

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O diagnóstico é com base no histórico e exames de imagens, utilizando contrastes, para melhor visualização das estruturas. O ceco felino, é curto, semelhante a um cone e raramente permite o acumulo de gás, dificultando sua imagem radiográfica.

O tratamento efetivo é cirúrgico, através do alargamento da pelve, recomendado para gatos com estenose e sinais clínicos recorrentes de constipação e obstipação.

Palavra chave: intestinal, obstrução, tenesmo, cirurgia.

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Paulo Daniel Sant’Anna Leal
Coordenador Técnico do Centro de Terapia Intensiva e Emergência Veterinária
Médico-Veterinário, Mestre-MSc e Doutor-DScV, Membro da Academia de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro.  Pós Doutorando Curso de Pós-Graduação de Ciências Veterinárias.  Anexo 1, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). BR 465 km 7. Campus Seropédica, 23.890-000, RJ. E-mail: ctivet@ctiveterinario.com.br

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