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Vírus da cinomose canina

        As principais causas de morte em filhotes são as doenças infectoparasitárias, principalmente parvovirose, cinomose e parasitos gastrintestinais, podendo inclusive estarem associadas.  Dentre estas, a cinomose, com taxa de mortalidade elevada, é a segunda depois da raiva, por Morbilivírus (família Paramyxoviridae) semelhante aos vírus do sarampo humano, possuindo linfotropismo, que conduz à imunossupressão com linfopenia. Principalmente nos animais jovens, entre três e seis meses de idade. A presença dos achados laboratoriais e a evolução para sinais neurológicos têm sido destacadas como as principais manifestações clínicas da doença, ocorrência de sinais intestinais, respiratórios, deve chamar a atenção do clínico para o diagnóstico da cinomose, porém, não se podem descartar outros agentes etiológicos que causam maior morbidade e mortalidade, permanecendo como uma das mais graves doenças contagiosas de cães.  O diagnóstico é com base no histórico, epidemiologia e resultados clínicos laboratoriais encontrados, normalmente, são observadas anemia normocítica normocrômica e trombocitopenia, porém o diagnóstico definitivo é com a visualização das inclusões virais em células sanguíneas e epitélio (Corpúsculo de Lentz) e pelo teste Elisa para cinomose que constata a presença de antígenos ou anticorpos.  As alterações neurológicas, traduzidas por convulsões, juntamente com sinais vestibulares, como ataxia e nistagmo, e cerebelares, como tremores e hipermetria, são os mais frequentemente encontrados em cães com a forma neurológica da cinomose.  O tratamento para a infecção pelo vírus da cinomose é de suporte, não há medicamentos antivirais, assim como o uso de agentes antibióticos e quimioterápicos, ou que sejam considerados bem-sucedidos na terapia da cinomose canina, porém o tratamento associado às doenças concomitantes é necessário.

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          Devemos exercer a profilaxia como a principal forma de evitar as doenças nos cães, diretrizes devem ser criadas para orientar o médico veterinário para abordagem na clínica, visando um plano de bem estar completo, individualizado para cada etapa da vida dos cães, e os mais importantes são os protocolos vacinais objetivando o controle e proteção, fundamentais para cães, estes devem proteger do vírus da cinomose canina (CDV) e parvo vírus canino, além da coronavirose, parainfluenza, adenovirose, hepatite infecciosa e leptospirose canina.

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Paulo Daniel Sant’Anna Leal
Coordenador Técnico do Centro de Terapia Intensiva e Emergência Veterinária
Médico-Veterinário, Mestre-MSc e Doutor-DScV, Membro da Academia de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro.  Pós Doutorando Curso de Pós-Graduação de Ciências Veterinárias.  Anexo 1, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). BR 465 km 7. Campus Seropédica, 23.890-000, RJ. E-mail: ctivet@ctiveterinario.com.br

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