Cystoisospora felis

Parasitos gastrintestinais em uma colônia de gatos na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, Brasil*

   A medicina veterinária tem evoluído constantemente e proporcionado diagnóstico e tratamento eficaz as doenças que acometem os animais de companhia promovendo longevidade, o que satisfaz à demanda da população humana, que interage com cães e gatos, principalmente em áreas urbanas. Esse convívio interespecífico próximo exige que doenças transmissíveis sejam identificadas e controladas e dentre elas, as parasitárias, onde, o diagnóstico dessas infecções é fundamental para tratamento e desenvolvimento de programas de prevenção e controle, melhorando assim as condições sanitárias do local e, evitando com isso, a contaminação ambiental. Aproximadamente existe cerca de 41 raças oficiais de gatos e mais de 600 milhões de felínos domésticados distribuidos no mundo, sendo a única espécie de felino não ameaçada de extinção. Essa espécie quando tem acesso ao meio exterior, ou suas fezes não são descartadas de forma a não contaminar o meio ambiente, por seus hábito e comportamento, contribui para a disseminação de agentes etiológicos parasitários, como espécies dos gêneros Ancylostoma e Toxocara respectivamente, Trichuris vulpis e principalmente Toxoplasma gondii. Sendo assim, as larvas, os ovos larvados e os oocistos esporulados desses parasitos podem infectar humanos, causando as síndromes conhecidas por larva migrans cutânea, larva migrans visceral e ocular, e toxoplasmose respectivamente.

   As doenças gastrintestinais de felinos são um dilema para a medicina veterinária, ao lado de outras etiologias, que vão desde neoplasias, obstruções, passando por toxemias ou parasitoses têm sido reconhecidas como de importância na clínica veterinária. Os parasitos podem estar associados a doenças graves e, em alguns casos, apresentar aspecto esteticamente indesejável. Dentre as parasitoses, as de origem gastrintestinais são de grande relevância para a saúde felina. A fauna parasitária dos felinos domesticados é bem diversificada, e pode não se manifestar com sinais clínicos, permitindo assim, que o animal portador contamine o ambiente em que vive ou mesmo, manifestar por mudanças ou alteração do regime alimentar que causem o desequilíbrio da microbiota intestinal e com isso exacerbar os sinais clínicos. Este estudo teve como objetivo determinar as infecções por parasitos gastrintestinais em animais de um abrigo de felinos na cidade do Rio de Janeiro, RJ.

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Paulo Daniel Sant’Anna Leal
Coordenador Técnico do Centro de Terapia Intensiva e Emergência Veterinária
Médico-Veterinário, Mestre-MSc e Doutor-DScV, Pós Doutorando Curso de Pós-Graduação de Ciências Veterinárias. Anexo 1, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). BR 465 km 7. Campus Seropédica, 23.890-000, RJ. E-mail: ctivet@ctiveterinario.com.br

 

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