Dia do amigo

Terapia Assistida por Animais – TAA. Estimule essa ideia!

Os cães estão integrados a sociedade humana e interagem de diversas formas, principalmente na utilização destes pela sociedade como animais de companhia, participando da família. Desenvolvem outras funções como de cães-guia para deficientes visuais, deficientes auditivos, no trabalho policial na apreensão de drogas e como terapêutica, reconhecendo a importância destes animais em ambientes educacionais e hospitalares, onde melhora a motivação, recuperação e a atenção das crianças, adultos e idosos.

Esta eficiência da Terapia Assistida por Animais-TAA tem sido utilizada e demonstrada em diferentes contextos e para vários perfis de pacientes, tais como crianças, adolescentes, adultos e idosos, apesar de não terem sido observados estudos com participantes adolescentes em programas de TAA, porém é plenamente possível. A TAA é um processo terapêutico utilizado e reconhecido mundialmente e consiste em tratamentos na área da saúde utilizando animais domésticos, através da interação homem-animal, a prática é realizada por profissionais da área, com o objetivo de promover o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social dos pacientes. Não se trata de uma prática para substituir terapias e tratamentos convencionais, mas um complemento, para melhorar a qualidade de vida de pessoas que possuem alguma necessidade, como no caso de pacientes com deficiências físicas, sensoriais, mentais e motoras onde um animal é “co-terapeuta” e auxilia o paciente a atingir os objetivos propostos para o tratamento. Sua padronização foi baseada nos estudos desenvolvidos pela organização Delta Society.  Esse tipo de terapia pode ser aplicado em diversas pessoas e obrigatoriamente deve ter um acompanhamento profissional.  A eficácia do programa costuma trazer resultados significativos para seus pacientes, com melhora no desenvolvimento geral. Todos os animais utilizados nesses programas passam obrigatoriamente pela avaliação de profissionais da área de medicina veterinária, seja na profilaxia de zoonoses e o risco inerente a doenças e na questão comportamental. Eles atendem aos requisitos de saúde animal, sendo avaliados e monitorados. Os animais são testados quanto ao comportamento, obediência, socialização e aptidão, passando por reavaliações constantes. Muitas espécies de animais podem ser utilizadas para este fim, com destaque para a equina e a canina.  Os cães são utilizados em projetos de educação, psicoterapia e/ou fisioterapia em crianças, adultos e idosos, nas mais diversas situações físicas e psicológicas com bons resultados. O vínculo entre o animal de estimação e o ser humano tornou-se objeto de pesquisa apenas há pouco tempo. No Brasil, as publicações a respeito dessa interação são poucas. Estudos mostram que o contato de cães com idosos que vivem em casas de repouso proporcionam bem-estar e qualidade de vida. Estudos confirmam a evolução comportamental de idosos que recebem visitas semanais de animais, principalmente cães. Outro tipo de TAA é a equino-terapia, realizada com cavalos e difundida para o tratamento de pacientes com limitações físicas e mentais, contribuindo para o desenvolvimento da mente e do corpo de pacientes com alguma deficiência, sequela ou crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração.

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O vínculo criado entre o animal de estimação e o dono tem como vantagens: Alívio da tensão, tendência a sorrir, amizade incondicional, afeto e segurança.  Além dos efeitos psicológicos, os animais também podem trazer benefícios fisiológicos para as pessoas. Constata-se que, quando elas interagem com os seus animais, falando com eles, acariciando-os ou manuseando-os, há diminuição da frequência cardíaca e pressão arterial. Outro fato comprovado é que a presença de animais de estimação no meio hospitalar diminui o tempo de internação, leva mais alegria e bem-estar para o paciente, ajudando assim na recuperação. Poucas instituições no país têm certificação internacional que autorize a entrada de Pets nos estabelecimentos. Um deles, o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, passou por três anos de testes e treinamentos com equipes para conseguir a liberação para a visita de animais de estimação aos pacientes, mesmo àqueles internados em unidades semi-intensivas. Vários hospitais de referência no Brasil já buscam a certificação para oferecer a TAA, no mundo há vários que permitem a presença dos respectivos animais domésticos nas visitas hospitalares a partir da certificação da Planetree (organização americana que reconhece o atendimento de saúde humanizado).

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A utilização de animais domésticos e os cães principalmente devem obedecer a critérios de saúde profilática, pois animais domésticos são portadores ou reservatórios de zoonoses ou antropo-zoonoses. Quase todos os estudos incluídos relataram o uso de cães de terapia, mas não foram encontrados estudos que compararam os efeitos do uso de diferentes animais, e a eficiência comprovada de cada espécie animal, porém já é relatado a pouca eficácia de modelos alternativos aos animais domésticos, as respostas ao cão em confronto com modelos é superior, pois os pacientes perdem mais rapidamente o interesse nos modelos ao longo do tempo. Outro ponto a destacar são as condições estressantes que podem estar sujeitos os animais domésticos, os estudos realizados propõem que o tempo máximo para a interação não ultrapasse 2 horas, para que os animais não fiquem estressados. Destacando que o número de animais participantes deve ser razoável com o tamanho da instituição, e que aqueles que modificam seu temperamento após entrarem na instituição devem abandonar o lugar imediatamente, assim como as fêmeas no cio são impedidas de participar.

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As atividades e a terapia assistida por animais conseguem beneficiar pacientes, principalmente as crianças hospitalizadas em muitas diferentes condições, reduzindo o trauma da hospitalização, facilitando a adaptação ao ambiente hospitalar e reduzindo a ansiedade. Por esse motivo, é importante considerar as possibilidades de utilização de programas nas populações hospitalares e as que estão abrigadas em diferentes sistemas onde a interação através da amenização da solidão sejam uma oportunidade de melhor qualidade de vida. Considerando sua implementação como terapia complementar para os pacientes tornando-se uma opção viável, desde que todo e qualquer animal esteja apto na condição de saúde.

Demonstramos a eficiência e a terapêutica promissora da utilização dos animais domésticos, principalmente cães na recuperação de pessoas que necessitam de uma atenção individualizada. Portanto, animais de companhia devem ser estimulados a participarem das famílias, interagir com todo e qualquer tipo de faixa etária, principalmente naquelas onde se observa maior carência e deficiência de atenção.

Palavra chave: Bem estar animal, psicologia, interação homem-animal, saúde.

1 Paulo Daniel Sant’Anna Leal & 2Mariana Chaves Leal

1 Médico-Veterinário, MSc, DScV, CRMV/RJ 3260 2 Graduanda Psicologia-Universidade Estácio de Sá

www.ctiveterinario.com.br

 

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