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Vacinação dos Pets! Ato de Amor e de Carinho.

   A melhor forma de evitar doenças nos Pets é através das profilaxias, ou seja, evitar que Pets fiquem doentes. A mais utilizada e mundialmente reconhecida é através das vacinas, vacinar é a melhor forma de prevenir doenças. As vacinas que protegem contra várias doenças, tanto virais como bacterianas, devem ser feitas através de protocolos específicos, avaliando tempo de amamentação, pois os filhotes são protegida pelos anticorpos maternos nas primeiras semanas de vida, inativando as vacinas, epidemiologia da região e fatores de riscos. Lembrando que não é saudável expor animais a vacinas sem necessidade, portanto a profilaxia através da vacinação é um ato importante, criterioso e obrigatoriamente deve ser orientado por um profissional Médico Veterinário, sempre após um exame do paciente.

A Associação Mundial de Medicina Veterinária de Pequenos Animais redigiu e publicou em janeiro de 2016 no Journal of Small Animal Practiceguia de orientação sobre protocolos vacinais GUIDELINES FOR THE VACCINATION OF DOGS AND CATS que deve servir de base para decisões técnicas com relação ao melhor protocolo vacinal adotado para os Pet.

Devemos utilizar apenas vacinas de qualidade e que sejam realmente necessárias. A vacina deve ser segura e capaz de induzir imunidade contra doenças. Consulte o Médico Veterinário acerca das vacinas disponíveis no mercado e indicadas de acordo com o ambiente onde o animal irá permanecer.

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Montagem

As vacinas múltiplas para cães protegem contra cinomose, parvovirose, coronavirose, parainfluenza, adenovirose, hepatite infecciosa e leptospirose canina (Leptospira icterohaemorrhagiae, L. canícula, L. pomona, L. grippotyphosa). A vacinação deve ser feita a partir de 45 dias de idade, totalizando três doses, aplicadas com intervalo de 30 dias.

A vacina contra leptospirose deve ser aplicada a cada 12 meses conforme o desafio ou área de risco. A vacina contra Leptospirose canina é uma forma de prevenção dessa doença que protege contra vários sorovares, lembrando que a leptospirose é uma doença grave tanto nos cães como nos seres humanos. Os sorovares mais importantes são: Leptospira icterohaemorrhagiae, L. canícula, L. pomona, L. grippotyphosa com proteção cruzada para L. Copenhageni, os mais perigosos para os animais e o homem.

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A vacina injetável contra a Traqueobronquite Infecciosa Canina, também conhecida como Gripe Canina ou Tosse dos Canis, evita a doença que pode ser causada pelos agentes: Bordetella bronchiseptica (bactéria) e Parainfluenza tipo 2 (vírus), causando bastante desconforto respiratórios para os cães e altamente contagiosa, além de ser zoonose (Bordetella bronchiseptica) com riscos para crianças, gestantes e pacientes imunuincompetentes. São necessárias duas doses iniciais com intervalo de 30 dias, com reforço anual. Além da vacinação, é importante tomar outros cuidados com seu animal, mantendo protegido do frio, da umidade e do vento. Animais com doenças respiratórias pré existentes, como bronquite, degeneração traqueal, devem receber maior atenção.

A vacina contra Raiva, doença que acomete o homem e não há cura, é indicada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é recomenda anualmente com a utilização do reforço após a primeira dose. Sua comprovação é obrigatória em casos de viagens.

Os gatos possuem seu próprio protocolo de vacinação, deve-se conhecer a rotina social para escolher o protocolo vacinal mais indicado pelo médico veterinário. Todo o gato deveria ser testado para o Vírus da leucemia felina-FeLV, e o Vírus da imunodeficiência felina-FIV, para a escolha do protocolo vacinal ideal. O conhecimento da rotina social é importante para a escolha do tipo de vacina a ser feita, vacina de vírus vivo tem resposta imunológica rápida, de 1 a 3 dias, indicada para animais com exposição a outros gatos e risco de contaminação (gato que vai a rua, gatos de gatis e abrigos) entretanto no animal já imunossuprimido (FIV/ FeLV positivo) não deve ser utilizada, pois há o risco de desenvolverem a doença.

As vacinas existentes para gato no mercado brasileiro são:

– Tríplice (proteção contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia);

– Quádrupla (proteção contra rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose) e

– Quíntupla (proteção contra rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose, panleucopenia e leucemia felina).

É importante que o animal esteja saudável no período da imunização para ter uma boa eficácia da vacina e que esteja livre de parasitos (pulgas, carrapatos e parasitos gastrintestinais).

A escolha do melhor esquema vacinal é exclusiva do médico veterinário, com base na epidemiologia da região, fatores de riscos e condições inerentes ao Pet.

Palavra chave: imunidade, cães, gatos, anticorpos, profilaxia.

Mais dúvidas? Entre em contato conosco no email ctivet@ctivetirnario.com.br

www.ctiveterinario.com.br

Paulo Daniel Sant’Anna Leal
Coordenador Técnico do Centro de Terapia Intensiva e Emergência Veterinária
Médico-Veterinário, Mestre-MSc e Doutor-DScV, Membro da Academia de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro.  Pós Doutorando Curso de Pós-Graduação de Ciências Veterinárias.  Anexo 1, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). BR 465 km 7. Campus Seropédica, 23.890-000, RJ. E-mail: ctivet@ctiveterinario.com.br

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