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Doenças Neurológicas dos Pets, como reconhecer!

   A neurologia veterinária é uma realidade dentro das especialidades disponíveis na Medicina Veterinária, com profissionais competentes e recursos de imagem é possível proceder diagnósticos e tratamentos eficazes ofertando qualidade de vida a nossos pacientes. Várias enfermidades do Sistema Nervoso Central-SNC acometem os pets.

   Cães e gatos tem sua qualidade de vida comprometida por enfermidades neurológicas, dentre estas as neoplasias intracranianas são uma causa comum de disfunção neurológica em animais de meia idade e idosos. As meningoencefalites de etiologia desconhecida, discopatias, epilepsia idiopática, hidrocefalia, foram as mais frequentes, com atenção para a elevada frequência em algumas raças como os Dachshunds e Pastores Alemães, associados a doenças da medula espinhal. Infarto cerebelar e cistos aracnóides devem ser incluídos no diagnóstico diferencial de qualquer Pet, com alteração aguda independentemente da gravidade dos sinais clínicos. A maior frequência da doença neurológica ocorre até os quatro anos, declina até os 10 anos e se torna mais frequente após os 10 anos de idade. A evolução dos sinais clínicos nas doenças do SNC, incluindo as neoplasias, podendo variar de uma evolução aguda a lenta, com alteração do nível de consciência o principal sinal observado, além de outras manifestações como sonolência, hiperestesia espinhal, desequilíbrio, inclinação da cabeça, episódios de vômito, convulsões, paresia, ataxia, mioclonia, hipermetria, demência ou andar em círculos e nistagmo, sendo a convulsão a manifestação mais frequente nas neoplasias. Há vários exames laboratoriais que associados ao exame físico do paciente, que deve ser feito por um especialista Neurologista Veterinário. Os exames laboratoriais quando necessários contribuem para o diagnóstico assim como os exames de imagens. Vários exames podem ser úteis, teste diagnóstico pode ser através da coleta de liquor, sua análise quanto ao aspecto, pH, densidade, celularidade e mensuração da glicose, assim como o teste para presença de antígeno ou anticorpos pelo ELISA para doenças infectoparasitárias. Os exames de imagens, através de tomografia computadorizada e ressonância magnética, as quais podem oferecer um diagnóstico rápido e eficiente, que aliado a biopsia cerebrais, permitem diagnóstico preciso com a possibilidade da melhor escolha de tratamento, seja cirúrgico e ou quimioterápico ou conservador, conforme a indicação. A mielografia, ainda é um exame complementar bastante utilizado principalmente nos cães com suspeita de compressão medular.

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   É importante relatar que em vários casos, a melhor hora do diagnóstico e tratamento não ocorrem devido à ausência do especialista, deixando o prognóstico ruim, portanto em caso de algum sinal neurológico ou a suspeita deste, procure um local com infraestrutura adequada, profissional competente e ou especializado, talvez essa seja a melhor chance do seu Pet.

Palavra chave: Doença, cão, gato, dor, sistema nervoso.

www.ctiveterinario.com.br

 

Paulo Daniel Sant’Anna Leal
Coordenador Técnico do Centro de Terapia Intensiva e Emergência Veterinária
Médico-Veterinário, Mestre-MSc e Doutor-DScV, Membro da Academia de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro.  Pós Doutorando Curso de Pós-Graduação de Ciências Veterinárias.  Anexo 1, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). BR 465 km 7. Campus Seropédica, 23.890-000, RJ. E-mail: ctivet@ctiveterinario.com.br

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