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Leishmaniose visceral! saiba como proteger seu Pet.

A leishmaniose visceral é uma zoonose de importância em saúde pública, acometendo cães, gatos, seres humanos e outros mamíferos, é associada a uma doença sistêmica parasitária crônica, à qual se manifesta com sinais clínicos diversos. O agente etiológico da leishmaniose visceral é um protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, clínica e biologicamente distintas e com diferentes distribuições geográficas: Leishmania donovani, Leishmania chagasi e Leishmania infantumNa América Latina L. chagasi é o causador da doença visceral no cão, gato e no homem, dos casos de leishmaniose visceral humana relatados nas Américas Central e do Sul, 90% ocorrem no Brasil, constituindo um grave problema de saúde publica, com grande incidência, ampla distribuição e pela possibilidade de assumir formas graves e letais.

Os vetores ou transmissores da leishmaniose visceral são insetos denominados flebotomíneos, uma mosca, porém sua aparência é muito semelhante a um mosquito, popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras. As espécies, Lutzomiya longipapis, capaz de transmitir a doença entre os hospedeiros, é o principal vetor da LV em praticamente todas as áreas de ocorrência dessa parasitose no mundo, de hábitos peri e intradomiciliares, também é encontrado em abundância em grutas, fendas de rochas, troncos e ocos de arvores, Lutzomyia cruzi que foi incriminada como vetor no Estado de Mato Grosso do Sul e L. forattinii,  que devido a sua antropofilia e o estreito grau de parentesco destas espécies com L. longipalpis, sugerem a participação na transmissão da doença. Carrapatos podem ser uma via alternativa da transmissão da infecção, em áreas onde não há a presença do vetor tradicional e a doença esta presente.

Atualmente, a leishmaniose encontra-se entre as seis endemias consideradas prioritárias, por ser uma das mais negligenciadas do mundo, afetando principalmente os mais pobres, é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem, onde provoca doença grave de evolução lenta e de difícil tratamento. Por depender de um vetor transmissor, precisamos ficar alertas, a utilização de repelência e barreiras físicas, são necessárias, como as telas e coleiras repelentes, que inclusive são utilizadas para repelir pulgas e carrapatos e que devem ser trocadas de 6 a 8 meses (depende da marca), com um ótimo custo benefício ou utilizar ectoparasiticidas de ação repelente “top spot”, que ajudam na prevenção e que devem ser prescritos pelo médico veterinário, são os mecanismos mais eficientes. Vacinas podem ser utilizadas, porém existe há necessidade de teste sorológico obrigados por lei para a utilização das vacinas e sempre estar associados aos mecanismos de repelência.

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Montagem

Não há sinais clínicos característicos para a leishmaniose que possam ser usados como um marcador clínico específico para infecção, útil na elaboração do diagnóstico clínico. A enorme variedade de sinais clínicos não específicos torna as técnicas laboratoriais indispensáveis para a obtenção de um diagnóstico preciso. Já o diagnóstico diferencial deve incluir, além de doenças cutâneas, outras doenças, como a erliquiose canina, com características clínicas semelhantes porém com prognóstico e tratamento distintos.

O cão é o reservatório mais importante no ambiente doméstico, pela sua distribuição cosmopolita e sua sociabilidade e proximidade com o homem, sendo o elo essencial para a disseminação dessa zoonose, com a ocorrência simultânea da transmissão silvestre e peridomiciliar entre a população canina. Animais de áreas endêmicas, que permanecem fora de casa desde o entardecer até o amanhecer estão sob um risco maior, então busque informações com o médico veterinário para que ele possa lhe orientar quanto a medidas preventivas ou se houver suspeita, para que tome as medidas de diagnóstico o mais rápido possível, testes sorológicos específicos, punção de medula óssea, esplênica ou hepática são exames indicados.

Existem tratamentos, são de exclusividade do médico veterinário, após o diagnóstico confirmatório e o estadiamento da infecção parasitária. Pacientes devem ser monitorados e a utilização de mecanismos de repelência pelos animais doentes, são fundamentais para evitar a contaminação dos vetores.

A profilaxia orientada pelo profissional de saúde é a melhor forma de evitar a leishmaniose visceral.

Palavra chave: Leishmania chagasi, visceral, doença parasitária, Lutzomiya longipapis

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Paulo Daniel Sant’Anna Leal
Coordenador Técnico do Centro de Terapia Intensiva e Emergência Veterinária
Médico-Veterinário, Mestre-MSc e Doutor-DScV, Membro da Academia de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro.  Pós Doutorando Curso de Pós-Graduação de Ciências Veterinárias.  Anexo 1, Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). BR 465 km 7. Campus Seropédica, 23.890-000, RJ. E-mail: ctivet@ctiveterinario.com.br

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